Retirar a cutícula pode prejudicar uma barreira que ajuda a proteger a região da unha. A recomendação de autocuidado é evitar cortá-la, arrancá-la ou manipulá-la com força. Uma unha com aparência de “bem limpa” não precisa ficar sem essa proteção.

A Academia Americana de Dermatologia orienta preservar as cutículas. O CDC também recomenda não cortá-las por sua função de barreira contra infecções. Essas orientações não afirmam que toda remoção necessariamente causará uma doença; explicam por que vale evitar a lesão.

Qual é a função da cutícula?

A pele junto à base da unha não é apenas um excesso estético. Ela ajuda a proteger a raiz da unha e a região ao redor. Ao cortar ou arrancar essa pele, fica mais fácil produzir ferimentos e abrir uma entrada para microrganismos.

Por isso, diferencie cuidar das unhas de retirar tudo o que aparece ao redor delas. Cortar a parte livre da unha, cuidar de uma borda que prende na roupa e hidratar a pele são tarefas diferentes da remoção da cutícula.

É melhor empurrar em vez de cortar?

Trocar a tesoura por força sobre a pele não resolve o problema. Nas orientações de segurança para manicure e pedicure, a AAD recomenda não cortar nem empurrar a cutícula com força. Seu guia de corte de unhas orienta deixá-la preservada.

Em casa ou no salão, uma decisão prática é combinar previamente que você não quer retirar a cutícula. Não é necessário esperar o início do procedimento para interrompê-lo. Se houver uma alteração que incomoda, peça avaliação em vez de insistir na manipulação para deixar a região “perfeita”.

Como cuidar sem remover a proteção

  • Mantenha as unhas e a pele ao redor limpas, sem cavar ou raspar agressivamente.
  • Cuide das bordas da unha com instrumentos apropriados e limpos.
  • Hidrate a pele e as unhas com produto que você tolere e conforme suas instruções.
  • Não puxe com os dentes ou com a outra mão uma pele que está solta.

O CDC orienta cuidados com a limpeza dos instrumentos e diferencia a esterilização em serviços compartilhados. Não considere uma passada rápida de álcool em casa como comprovação de que um procedimento profissional está adequado. A higiene do instrumento não elimina o risco de ferir a pele ao usá-lo.

Quando a região da unha precisa de avaliação?

Se aparecerem dor, inchaço, vermelhidão importante, secreção ou uma alteração persistente da unha, procure um serviço de saúde. Não cubra o problema com alongamento ou esmalte para continuar o procedimento, nem tente drenar a região ou iniciar antibiótico por conta própria.

Pessoas com condições que exigem cuidados especiais com feridas devem seguir suas orientações individuais. Este texto não ensina um procedimento de podologia ou manicure e não substitui uma avaliação. Sua proposta é simples: manter a região protegida e não transformar o cuidado estético em uma retirada obrigatória de pele.

Como este conteúdo foi preparado

Responsabilidade editorial: EDU Dicas de Saúde, parte do EDU Diabetes. Preparado com apoio de inteligência artificial e conferência das fontes indicadas, consultadas em 24 de outubro de 2026. Não houve revisão médica humana nem teste prático de produtos. A capa é uma ilustração gerada por inteligência artificial.

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