Se você viu ou suspeita que uma criança engoliu uma pilha-botão, procure um serviço de emergência imediatamente, mesmo que ela pareça bem. Não espere aparecer dor ou a pilha sair nas fezes. Se houver falta de ar, alteração de consciência ou dificuldade para respirar, acione o SAMU pelo 192.

A suspeita já é motivo para agir

Baterias pequenas e redondas podem ficar presas no esôfago e provocar lesões graves rapidamente. O alerta divulgado pela Sociedade Catarinense de Pediatria destaca que elas estão presentes em objetos comuns, como controles, brinquedos, chaves e aparelhos auditivos. O risco não se resume ao aparelho que a criança usa.

Encontrar um compartimento aberto e não localizar a bateria é uma informação importante. Explique essa possibilidade na chegada ao atendimento; não precisa ter visto a ingestão para avisar. Mesmo uma pilha considerada gasta precisa ficar fora do alcance.

O que fazer durante a busca de atendimento

Informações e ações úteis
Situação Decisão prática
Há dificuldade para respirar Acionar emergência; não tentar dar algo pela boca.
Você sabe qual aparelho perdeu a pilha Levar o aparelho ou foto e informar o horário provável, sem atrasar a saída.
A criança está sem sintomas Ainda assim, avaliação imediata; aparência normal não exclui lesão.
Pilha poderia estar no nariz ou ouvido Também procurar avaliação urgente; não tentar retirar com instrumentos.

Não provoque vômito nem tente empurrar a bateria com alimentos. Não ofereça uma refeição para “proteger o estômago”. Avise que pode ser pilha-botão, e não apenas uma moeda ou objeto pequeno. A equipe definirá exames, localização e necessidade de retirada.

E a orientação sobre mel?

Alguns protocolos, como o do National Capital Poison Center, preveem mel em condições específicas durante o deslocamento: idade a partir de 12 meses, ingestão recente e capacidade de engolir, entre outros critérios. Isso não retira a urgência e não serve para qualquer criança ou situação.

Peça orientação imediata ao serviço de emergência sobre o caso. Não dê mel a bebê com menos de um ano e não ofereça nada pela boca a quem está com dificuldade para engolir, engasgando ou com consciência alterada. Não saia para comprar mel nem atrase o transporte para procurar uma receita.

Depois, reveja os pontos de acesso em casa

A Academia Americana de Pediatria recomenda verificar objetos com baterias pequenas e manter o compartimento firmemente fechado, preferindo os que exigem ferramenta para abrir. Guarde pilhas novas e usadas em local inacessível às crianças. A gaveta baixa de peças e o controle com tampa quebrada precisam da mesma atenção que a embalagem nova.

Faça essa conferência também em visitas e objetos trazidos por outras pessoas. Um exemplo é o controle reserva deixado na mesa de centro: o fato de ser pouco usado não torna segura uma tampa frouxa. No acidente atual, porém, a prevenção fica para depois; a prioridade é chegar à avaliação sem esperar sinais.

Fontes consultadas